domingo, 17 de dezembro de 2017

A única pessoa que pode te fazer é você


Já passei daquela fase de acreditar em contos de fadas e finais felizes. Durante bastante tempo me permiti acreditar nessas coisas, mesmo no fundo sabendo que a realidade quase nunca condiz com os sonhos, com as comédias românticas ou com as histórias de amor contadas nos livros. Talvez eu tenha errado em me permitir acreditar assim, mas assim sempre foi mais fácil. É tão mais fácil se recuperar de um coração partido quando se acredita que no final tudo vai ficar bem. Afinal, é isso que nos ensinam desde pequenos, não é? No final tudo sempre se ajeita de uma forma ou de outra, todos ganham seu final feliz. Por mais clichê que isso pode soar, escolhi acreditar, porque sou humana, tenho vários sonhos e sempre esperei pelo meu final feliz.

Não, não quero uma história igual das comédias românticas que insisto em assistir todo final de semana. A ideia nunca foi essa. Também não quero ser igual as princesas dos contos de fadas que precisam ser resgatadas por algum príncipe, tampouco quero beijar um sapo esperando que ele se transforme no homem dos meus sonhos. Até porquê, cá entre nós, tudo isso só é bonitinho na teoria, na prática chega a ser um absurdo. Quem beijaria um sapo? E por que diabos eu estaria trancada numa torre ou aceitaria uma maçã de uma estranha? Além do mais, ao contrário do que as comédias românticas pregam, posso sim ter um melhor amigo homem e não quer dizer que vamos nos apaixonar um pelo outro. Assim como também posso ter uma amizade-colorida ou ter noites de sexo casual com alguém sem me apaixonar. Não, não existe isso de que cedo ou tarde vou acabar me apaixonando por aquele carinha que conheci no Tinder com quem eu saio às vezes. Talvez eu realmente me apaixone e seja um sentimento mútuo. Ou talvez ele se apaixone e eu não, ou vice-versa. Ou simplesmente ninguém se apaixone e continue sendo apenas algo casual. E tudo bem. A vida não é um filme de romance, não há roteiros a serem seguidos.

E além do mais, viver vai muito além do que encontrar alguém e se apaixonar. Viver deveria ser uma combinação de coisas que nós gostamos, uma soma de momentos e experiências boas, assim como também ruins. Ficar buscando toda essa paixão e o tão esperado “felizes para sempre” dos romances, muitas das vezes acaba sendo tóxico. A gente passa a colocar na cabeça de que precisamos de alguém para ser feliz, quando na verdade não precisamos. Não tem como outra pessoa te fazer feliz, se você não está feliz consigo mesmo. A única pessoa que pode te fazer feliz é você, apenas você, o outro deve ser apenas um complemento para essa felicidade. E nada mais.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Sempre tem aquela pessoa


Vez ou outra, esbarramos com certas pessoas por aí. Pessoas que basta um olhar ou um sorriso e já sabemos que tudo está prestes a mudar. São pessoas assim que fazem a vida valer a pena. São pessoas assim que inspiram artistas, que fazem a indústria cultural lucrar com seus romances. Todos encontramos alguém assim, alguns tem a chance de encontrar mais de uma vez, outros não. Mas esse que é o legal de tudo, sabe? Você nunca sabe. Nunca sabe se é pra sempre, ou se sentirá aquilo novamente. Não dá pra saber, mas a gente sempre acha. Sempre acha que nunca terá fim. Sempre acha que nunca acontecerá de novo. Só que a vida é uma caixa de surpresas. Não importa o quão preparados estamos para o que está por vir, nada nunca sai como o planejado. Porque viver é isso, é hoje, é agora. A vida não segue roteiros, ela apenas acontece e você precisa estar preparado. Você precisa estar sempre preparado.

Sabe, talvez você já tenha encontrado a sua pessoa. Talvez você esteja próximo ao seu sonhado final feliz. Ou talvez, assim como eu, você esteja por aí, vagando como se faltasse algo buscando o conforto em músicas tristes e filmes clichês. Talvez você simplesmente não queira nada disso. Mas talvez, talvez você espere por alguém que já passou pela sua vida e te marcou. Não sei. São tantas possibilidades, não?! Assim como são tantas histórias, tantos porquês, tantos "e se". Seja qual for sua situação, tenho certeza que apareceu ou vai aparecer alguém. Você pode não estar esperando, ou talvez não queira. E tudo bem. É normal. Há quem tema se apaixonar, já há aqueles que gostam de se jogar de cara. Apenas não seja tolo, ok? Não se esconda, não tente fugir de seus sentimentos. É inútil. Sei que é difícil não sentir medo, mesmo depois de já ter se decepcionado outras vezes. Apenas não se prive de conhecer novas pessoas, se apaixonar e de viver. Não é justo consigo mesmo. Não precisa se jogar de uma vez, só não deixe o medo te impedir de ser feliz.

Quando a sua pessoa finalmente chegar, tenho certeza que você irá saber. É impossível não saber. Você se sentirá completo de um modo que nunca sentiu antes. E não haverá um dia em que você não pensará nela. Ela talvez parta seu coração, mas no final tudo ficará bem. Porque ela será a sua pessoa e nada mais importa.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Não quero mais fingir que tudo está bem

Dica: dê play aqui e antes de começar a ler.

É mais uma noite em que preciso fingir que tudo está bem. Preciso esconder tudo o que estou sentindo agora e sorrir. Sorrir, mesmo sem você. Eu preciso sorrir. Não sei bem quem estou tentando enganar, se são eles ou eu mesma. Tudo parece tão confuso, sabe? Eu devo mesmo sorrir? Devo mesmo fingir que tudo está bem? Não parece certo. Mas quem se importa? Não deveria ser assim, eu não deveria me importar. Só que me importo. Por favor, não me faça fingir uma falsa felicidade. Está tudo fora do lugar, sinto que estou perdendo o controle.

Talvez eu já tenha perdido o controle. Talvez tudo o que sinto agora, seja apenas as consequências pelas minhas escolhas passadas. Como é que chamam isso mesmo, karma? É, talvez seja meu karma ter que sorrir quando na verdade quero chorar. Talvez seja meu karma ter que aguentar tudo isso calada. Talvez seja meu karma ter que vê-lo partir desse jeito.

Tudo vai ficar bem, é o que digo a mim mesma todas as noites. Acabou uma parte da minha vida, não toda ela. Ainda há muito o que acontecer. Tenho muito o que encarar pela frente, não é? Acho que todo aquele clichê de "você é nova, ainda tem uma vida toda pela frente" se encaixa perfeitamente em tudo isso. Se fechar os olhos e me concentrar posso até mesmo ouvir a voz da minha mãe dizendo isso. A verdade é que eu sei. Sim, eu sei. Não é o fim do mundo. O universo não irá parar apenas porque estou sofrendo, a vida continua seguindo. Eu sei de tudo isso. Sim, eu sei. Ainda sou bastante nova, ainda tenho idade o bastante para quebrar a cara mais um milhão de vezes. Claro que eu sei. Não sou tão ingênua assim. Apenas não quero mais fingir. Na verdade, acho que não consigo mais.
Qual o sentido de tudo isso? Qual o sentido de colocar um sorriso no rosto enquanto meu mundo desmorona? Eu realmente preciso parecer feliz? Por que não posso simplesmente deixar a dor entrar? Tentar ser feliz é tão cansativo. E estou cansada. Não quero mais ficar sorrindo por aí sem vontade. Não quero mais fingir que tudo está bem, porque não está. 

domingo, 26 de novembro de 2017

A era liquida

Todos parecem tão ocupados com suas vidas, suas rotinas. O mundo gira tão rápido, as pessoas passam pela minha vida como um cometa. Algumas deixam suas marcas, suas cicatrizes, outras vão e simplesmente levam tudo consigo. São tantas passagens, mas nada realmente duradouro. Pergunto-me se há algum problema comigo, por que ninguém nunca fica? Por que todos sempre se vão? Alguns eu até entendo, há motivos. Já outros, apenas partem, na maioria das vezes sem mesmo avisar ou se despedir. E dói. Dói porque a gente nunca espera. Dói porque eu nunca sei lidar com finais. E dói. Dói saber que acabou.

Talvez tudo isso tenha haver com a era que vivemos, onde quase tudo é liquido. Desde os bens materiais até as pessoas. Nada mais dura. São amores eternos de apenas uma semana. São amizades intensas de apenas dias. É tudo passageiro. É tudo liquido. Tudo se vai, se esvai e se perde em meio há essa imensidão que chamamos de universo. São poucas as exceções. As pessoas já chegam na intenção de partir. Nada mais dura a longo prazo. Relacionamentos tornaram-se banais. E em meio há tudo isso, cá estou eu, perdida. Sem conseguir me adaptar, sem saber exatamente o que fazer. Devo insistir e manter a esperança de ter algo duradouro algum dia? Ou simplesmente preciso me contentar com essas migalhas de momentos e lembranças?

Em meio há tantas pessoas liquidas, me encontro perdida. A solidão parece me alcançar, e, por algum motivo, solidão parece ser a única exceção de toda essa era liquida. Acho que não seguir e não se adaptar as mudanças da sociedade, de certo modo é isso, é sinônimo de solidão. É ter que aprender a ser só, mesmo em meio a multidão.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Sou 8 ou 80

Eu sou exagerada, sabe? Vivo em extremos. Não sei ser metade, muito menos meio termo. Sabe aquela coisa de ser 8 ou 80? Então, sou exatamente assim. Ou me entrego pra valer, ou simplesmente não me entrego. Não consigo ficar em cima do muro, não consigo me prender a algo incerto.

Isso faz com que as vezes, eu tome decisões precipitadas. Na maioria, quebro a cara. Porque não consigo ser neutra, comigo não tem disso. Quando acredito em algo ou alguém, vou até o fim. A não ser que me deem bons motivos para mudar de opinião e/ou de lado.

A questão é: não sei lidar com indecisões. Nunca soube. Não sei lidar com pessoas que não sabem o que querem, com gente que está sempre em cima do muro sem saber se vai ou fica. Gosto de gente decidida, que sabe o que está fazendo. Comigo tem que ser 8 ou 80, não adianta ser metade. Ou é ou não é. Simples assim.

Então, por favor. Caso queira fazer parte da minha vida, esteja realmente decidido viver assim. Esteja preparado para fazer suas escolhas, sem ficar em cima do muro. Comigo não funciona indecisão, não preciso e não quero pessoas assim por perto. Quero ao meu lado apenas pessoas decididas, que saibam a hora de ser menos e a hora de ser mais. Pessoas que não tenham medo de sentirem, de se entregarem. E acima de tudo, de serem felizes.